Marcos por idade
Motor
- 3 meses: sustenta a cabeça
- 6 meses: rola, senta com apoio, alcança objetos
- 9 meses: senta sem apoio, transfere objeto de uma mão para outra
- 12 meses: fica em pé com apoio, pinça com polegar e indicador
- 18 meses: anda sozinha com segurança
- 24 meses: corre, sobe degraus com apoio, chuta bola
Social e cognitivo
- 2 meses: sorriso social
- 6 meses: reconhece rostos familiares, demonstra alegria
- 9 meses: estranha desconhecidos, procura objeto escondido
- 12 meses: aponta, imita gestos, entrega objeto ao adulto
- 18 a 24 meses: brinca de faz de conta, imita tarefas do dia a dia
- 3 anos: brinca junto de outras crianças, entende noção de turno
Sinais de alerta em qualquer idade
- Perda de habilidades já adquiridas. Sempre exige avaliação, e com prioridade.
- Não sustenta a cabeça aos 4 meses
- Não senta sem apoio aos 9 meses
- Não anda aos 18 meses
- Bebê muito "molinho" ou, ao contrário, muito rígido
- Usa preferencialmente um lado do corpo antes de 1 ano
- Não olha, não sorri, não interage
- Perímetro cefálico crescendo fora da curva, para mais ou para menos
Causas possíveis
- Prematuridade e complicações do período neonatal
- Falta de oxigênio no parto ou intercorrências gestacionais
- Infecções congênitas como citomegalovírus, toxoplasmose, zika e sífilis
- Síndromes genéticas e alterações cromossômicas
- Erros inatos do metabolismo, raros mas tratáveis quando identificados cedo
- Perda auditiva ou visual não diagnosticada
- Epilepsia com atividade elétrica que interfere no desenvolvimento
- Privação de estímulo e contexto de vulnerabilidade
- Em uma parcela dos casos, a causa não é identificada mesmo após investigação completa. Isso não impede o tratamento, que é dirigido ao que a criança precisa desenvolver.
Investigação
A avaliação começa pela história completa e pelo exame neurológico, e a partir daí define o que investigar. Podem entrar:
- Avaliação auditiva e oftalmológica
- Exames metabólicos e de triagem ampliada
- Investigação genética, do cariótipo ao sequenciamento, conforme o caso
- Ressonância magnética de crânio
- Eletroencefalograma, quando há suspeita de crise ou regressão
Um ponto que vale dizer com clareza: a investigação da causa não atrasa o início da estimulação. As duas coisas correm em paralelo. Esperar o resultado de um exame genético para começar a fisioterapia é perder meses de janela.
Estimulação precoce
É o conjunto de intervenções que aproveita a plasticidade dos primeiros anos. Quanto antes começa, melhor o resultado, e isso vale mesmo quando ainda não se sabe a causa.
- Fisioterapia motora, para tônus, postura e aquisição de marcos
- Terapia ocupacional, para coordenação fina, integração sensorial e autonomia
- Fonoaudiologia, para linguagem, alimentação e deglutição
- Psicologia e orientação familiar
- Estímulo em casa, que é onde a criança passa a maior parte do tempo e onde a maior parte do ganho acontece